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10 janeiro 2016

QUALIDADES DE RAÇÕES PARA PETS: QUAL ESCOLHER?

Standart, Premium e Super-premium...
Com tantas opções, como escolher?
Este vídeo vai te ajudar a saber as diferenças, vantagens e desvantagens e os principais ingredientes em cada tipo de ração, pra ajudar você a escolher a melhor para o seu Pet e para o seu bolso!





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16 julho 2015

OS 8 MEDICAMENTOS MAIS MORTAIS PARA O SEU GATO

Você sabia que existem alguns medicamentos que são verdadeiros venenos, que apenas 1 comprimido é capaz de matar 25 gatos adultos, e que certamente você tem algum deles em casa?




Conheça agora os 8 medicamentos mais mortais para o seu gato:

#1 ACETOMONOFENO (Paracetamol)
Nome comercial: Tylenol, Naldecon, Sonridor, Cimegripe, Vick Pirena, etc
Indicações: Analgésico e antitérmico de uso humano;
Causa no gato: Oxidação da hemoglobina, hemólise, insuficiência hepática;
Sintomas: Vômitos, língua e mucosas arroxeadas, dificuldade de respirar, salivação, edema, urina acastanhada, choque e morte.

Possui dose segura? Não! A dose letal é de 10mg/kg. Um comprimido possui entre 500 a 750mg de paracetamol. Ou seja, um comprimido é capaz de matar 25 gatos de 3 quilos.

#2 IBUPROFENO
Nome comercial: Advil, Buscofem, Alivium, etc
Indicações: Anti-inflamatório, antitérmico e analgésico de uso humano;

Causa no gato: Hemorragia gastrointestinal, insuficiência renal e hepática aguda, alterações no sistema nervoso central;
Sintomas: Anorexia, vômitos, diarreia, sangue nas fezes, poliúria, polidipsia, ataxia, convulsão, coma e morte.

Possui dose segura? Não! Nenhum estudo sugere alguma dose que seja segura para gatos.

#3 ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS)
Nome comercial: AAS, Aspirina, Coristina D, etc
Indicações: Anti-inflamatório, antitérmico e analgésico de uso humano;
Causa no gato: Hemorragia, insuficiência hepática, acidose metabólica;
Sintomas: Febre, respiração acelerada, vomito, diarreia, sangue nas fezes, convulsões, coma e morte.
Possui dose segura? Sim. Uma dose menor que 20mg a cada 48h seria seguro, porém um comprimido tem 400mg da droga, ou seja, é muito arriscado.

#4 FENAZOPIRIDINA
Nome comercial: Pyridium, Urovit, etc
Indicações: Analgésico para cistites em humanos;
Causa no gato: Oxidação da hemoglobina, hemólise e insuficiência hepática;
Sintomas: Vômitos, dificuldade respiratória, mucosas amareladas ou arroxeadas, salivação, urina acastanhada, choque e morte.
Possui dose segura? Alguns estudos sugerem que sim, outros que não. Na dúvida, melhor evitar.

#5 BENZOATO DE BENZILA
Nome comercial: Acarsan (humano), Matacura (cães), etc
Indicações: Tratamento tópico para sarnas e piolhos em humanos e para sarna e pulgas em cães.
Causa no gato: Alterações graves no sistema nervoso central
Sintomas: Vomito, diarreia, incoordenação, tremores, ataxia, convulsão, coma e morte.
Possui dose segura? Não!
OBS: Este é um medicamento de uso tópico. No caso do gato ingerir acidentalmente a gravidade dos sintomas e o risco de morte aumentam muito.

#6 DICLOFENACO SÓDICO
Nome comercial: Cataflam, Voltarem, Fisiorem, etc
Indicações: Analgésico, anti-inflamatório de uso humano.
Causa no gato: Alterações da coagulação do sangue, hemorragias gastrointestinais e generalizadas.
Sintomas: Febre, respiração acelerada, vômito, diarreia com sangue, choque e morte.
Possui dose segura? Não!

#7 PERMETRINA
Nome comercial: Advantage Max 3, Garma IGR, Defendog, Pulvex, Pulgoff, etc
Indicações: Tratamento de pulgas e carrapatos em cães e piolhicida humano.
Causa no gato: Alterações do sistema nervoso central e periférico
Sintomas: Tremores, ataxia, salivação, dilatação das pupilas, convulsão, coma e morte
Possui dose segura? Não!

#8 DELTAMETRINA
Nome comercial: Coleira Scalibor, Pulgoff Delta, Deltacid, Escabin etc
Indicações: Tratamento de pulgas e carrapatos em cães e piolhicida humano.
Causa no gato: Alterações do sistema nervoso central e periférico
Sintomas: Tremores, ataxia, salivação, dilatação das pupilas, convulsão, coma e morte
Possui dose segura? Não!


Estes são ALGUNS medicamentos que podem matar seu gato, existem muitos outros.
JAMAIS MEDIQUE SEU ANIMAL POR CONTA PRÓPRIA!

Procure sempre orientação médico veterinária!

Assista ao vídeo que fiz sobre o assunto.



Deixe suas dúvidas nos comentários ou me mande um e-mail.
Compartilhe esta informação! Todas os donos de gatos precisam saber disso!


Até a próxima!

02 outubro 2014

OUTUBRO ROSA - PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA EM ANIMAIS

O mês de Outubro ficou conhecido como o mês da conscientização e prevenção ao câncer de mama, que é o câncer mais comum em mulheres e é extremamente grave. Jamais devemos deixar de afzer os exames preventivos!

Aproveitando então o clima do Outubro Rosa, vim lembrar que o câncer de mama (ou Neoplasia da Glândula Mamária) também é o câncer mais comum em cadelas e o terceiro mais comum em gatas.
Muitas vezes quando é detectado tardiamente já se espalhou por outros órgãos e acaba por ser fatal.
E apesar disso tudo é uma doença que pode ser facilmente prevenida.

Fatores de risco
Os fatores de risco para desenvolvimento de câncer de mama nos animais são:
  • Animais não castrados;
  • Administração rotineira de progestinas afim de inibir o cio (injeções anti-cio);
  • Cadelas (não castradas precocemente) com mais de 6 anos de idade;
  • Gatas (não castradas precocemente) com mais de 8 anos de idade;
  • Dieta com excesso de carne vermelha (ainda não foi completamente comprovado);
  • Animais obesos (principalmente os que já eram obesos antes de 1 ano de idade);
  • Cães que já apresentaram algum tipo de neoplasia mamária benigna.
 Obs: Gatos Siameses tem o dobro de risco de desenvolver Carcinoma mamário (assim como todas as raças associadas ou cruzas de Siamês). Os cães com maior predisposição são os Poodle, Boston Terrier, Dachshund (salsicha), Pointer, Cocker Spaniel, Setter Inglês e animais sem raça definida.

Sinais de alerta
Fique sempre atento aos seguintes sinais e procure um veterinário de confiança caso encontre algum deles:
  • Aparecimento de nódulos palpáveis nas mamas, pequenos ou grandes, moles ou firmes, próximo das mamas ou mesmo longe delas;
  • Dificuldade de respirar (metástases pulmonares);
  • Anorexia (falta de fome) e perda de peso podem ser sinais;
  • Secreções que saem das mamas sem que o animal esteja em fase de amamentação;
  • Mamas inchadas fora do cio e período de amamentação;
  • Ulcerações e machucados na região das mamas;
  • Claudicação (animal mancando) sem motivo aparente (metástases ósseas).
 O Diagnóstico
O diagnóstico é feito a partir de exame minucioso, histórico detalhado do animal e exames complementares.

A citologia é o exame onde se faz uma punção do local do nódulo com agulha fina, é indolor e não necessita de sedação. Normalmente é o primeiro exame a ser feito em caso de suspeita de câncer de mama, ele normalmente dá uma idéia do que está acontecendo ali e se é indicado ou não um exame histopatológico para se visualizar o tecido mais detalhadamente.

A histopatologia é feita se retirando um fragmento maior de tecido, o próprio nódulo e/ou algum linfonodo satélite do local da lesão. Este exame necessita de anestesia local e muitas vezes, dependendo do tamanho e local do tumor, de anestesia geral e pode ser feito também durante a retirada do tumor em cirurgia.

A radiografia, principalmente do tórax, é o exame utilizado para se visualizar dentro dos pulmões a procura de metástases pulmonares do câncer.

A ultrassonografia é feita para se visualizar os órgãos internos, se possuem ou não metástases, e também os linfonodos, se estão acometidos ou não.

O Tratamento
Caso seja confirmada a presença de câncer de mama, o tratamento será escolhido de acordo com o animal (idade, condição física), de acordo com o tamanho e localização do câncer, de acordo com o estágio em que foi feito o diagnóstico e se há ou não metástases em outras partes do corpo.

O Tratamento Cirúrgico é o mais comum. Nele geralmente é retirada toda a cadeia mamária do lado acometido pelo câncer e seus linfonodos acometidos. Normalmente se espera a completa cicatrização desta cirurgia e submete o animal à retirada da cadeia mamária do outro lado também, pois normalmente as células cancerígenas já se espalharam pelas duas cadeias e não vale apena o risco.

A conduta de não se fazer os dois lados ao mesmo tempo é a falta de pele na região do tórax que algumas raças tem, o que tornaria impossível de se fechar a ferida cirúrgica, já que é preciso que se retire também parte do tecido sadio para se manter uma margem de segurança, onde se procura ter certeza de que não ficou nenhuma célula cancerígena no local que possa fazer o câncer voltar. Por isso normalmente se faz a cirurgia em duas partes.

O Tratamento Medicamentoso geralmente é utilizado em conjunto, como complemento do tratamento cirúrgico para uma maior certeza de matar qualquer célula anormal que pode ter sobrado no corpo após a cirurgia.
Também pode ser utilizado como único tratamento quando há muitas metástases pelo corpo, ou neoplasias que não se consegue extirpar cirurgicamente.
O tratamento medicamentoso é feito utilizando seções de Quimioterapia.

Prognóstico
O prognóstico vai depender de vários fatores, principalmente do estágio em que foi diagnosticado o tumor, o tipo de tumor encontrado, o sucesso do tratamento cirúrgico, a resposta do tumor aos medicamentos e do grau de metástases encontradas.
Cada caso precisa ser avaliado separadamente pelo médico veterinário e mesmo assim é impossível fazer uma previsão exata do que irá ocorrer.

Como manter meu animal livre desta doença terrível?
Como dito anteriormente, você pode e deve se informar e informas às pessoas que adquirem animais sobre a prevenção do câncer de mama nos animais:
  • Castre seu animal precocemente, antes do primeiro cio!
    Animais que são castrados a partir do quarto mês de vida, antes do primeiro cio se manifestar, tem apenas 0,5% de chance de desenvolver câncer de mama futuramente.
    Até o terceiro cio há estudos mostrando que ainda há uma redução na chance, mas já não tão significativa quanto antes do primeiro cio.
  •  Nunca aplique injeções anti-cio em seus animais!
    Como já dito anteriormente, estes hormônios injetados nos animais para prevenção de cio aumentam muito a chance de seu animal desenvolver câncer de mama. Jamais faça uso destas injeções frequentemente. Castre!
     
  • Mantenha vigilância constante!
    Sempre examine as mamas de suas cadelas e gatas e ao menor sinal de algo diferente procure logo um veterinário!

    Mito sobre o tumor de mama:
    Alguns mitos podem levar os proprietários a assumirem uma porção de riscos desnecessários os seus animais. Provavelmente você já escutou eles por aí. Fique atento!

    • Se eu cruzar pelo menos uma vez a minha cadela (ou gata) ela não terá câncer de mama. MITO!
      Esse é um dos maiores mitos e pode fazer com que o proprietário ache que seu animal está protegido contra o câncer, quando na verdade nada mudou. Animais que tiveram cria ou que cruzaram alguma vez na vida e mesmo várias vezes não possuem risco menor de terem Câncer de Mama!
    • Cadelas e gatas que nunca cruzaram terão com certeza câncer de mama.
      MITO!
      Como dito antes, ter cruzado ou não, ou ter tido filhotes ou não não muda absolutamente nada nas chances de um animal ter câncer de mama.
      A única coisa que diminui realmente a chance é a castração precoce!

    Espero ter tirado algumas dúvidas e mostrar o quanto a castração é importante.
    Dúvidas e sugestões deixe nos comentários ou envie-me um email.
    Obrigada a todos e compartilhem o OUTUBRO ROSA!

22 julho 2012

CIÊNCIA ANIMAL - OS ANIMAIS TÊM, SIM, CONSCIÊNCIA!!!


"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas

Marco Túlio Pires, de VEJA


Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas


O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente.

Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Veja.com - Quais animais têm consciência?
P. L. -Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

Veja.com - É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?
P. L. - Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Veja.com - Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?
P. L. - Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Veja.com - Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Philip Low - Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Veja.com - Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?
 P. L. - Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Veja.com - Qual é a ambição do manifesto?
P. L. - Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

Veja.com - As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento?
P. L.  - Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

Veja.com - O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?
P. L. - Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Fonte: site Exame.com