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04 agosto 2016

JOGUE POKEMON GO E AINDA FAÇA UM NOVO AMIGO!



Se você tem rede social provavelmente já ouviu falar no novo joguinho que está enlouquecendo as pessoas pelo globo: o Pokemon Go. Para quem está por fora, este é um game que você joga no mundo real. Ou seja, a partir de um app você sai por aí para encontrar os personagens em ambientes reais. É tipo ter que ir até a esquina de casa pega um Pikachu.

Agora, já que você já está indo até esquina, por que não aproveitar para também fazer uma boa ação?
Um abrigo de cães em Indiana, EUA, teve a ideia de convidar aqueles que estão passeando em busca de Pokemons para fazer isso em companhia de um cãozinho abandonado. É muito amor!
A instituição conta que teve a ideia depois de notar uma série de pessoas caçando os Pokemons pela cidade e depois fazer o convite pelas redes sociais – a imagem abaixo que já teve mais de 25 mil compartilhamentos. Ou seja, está sendo um sucesso!










Aproveite você também, agora que o jogo foi lançado no Brasil, e leve um cãozinho de abrigo para suas caçadas à Pokemons!

Além de não parecer um doido, andando sozinho por aí, ainda faz uma boa ação e pode acabar se afeiçoando a um peludinho e dando a ele um novo lar!

Até mais!


09 junho 2016

PREFEITURA ABRE INSCRIÇÕES PARA CASTRAÇÃO GRATUITA DE CÃES EM CURITIBA

Castromóvel começara a percorrer várias regiões da capital. Primeira ação acontece nos bairros atendidos pela Regional Tatuquara

O número de vagas é limitado e as inscrições devem ser feitas no CRAS Caximba até sexta-feira (10). (Foto: Everson Bressan/SMCS)

As inscrições para a primeira ação do Castramóvel estão abertas a partir desta quarta-feira (8). Podem se inscrever moradores dos bairros da Regional Tatuquara que possuam cães e gatos moradores. O número de vagas é limitado e as inscrições devem ser feitas no CRAS Caximba (Estrada Delegado Bruno de Almeida, 8031 - esquina com Rua Francisco Paolini), até a próxima sexta-feira (10). O procedimento de esterilização é gratuito e será realizado nos dias 21 e 22 de junho.
O responsável pelo animal precisa apresentar um comprovante de endereço, documentos pessoais (RG e CPF), comprovar a inscrição em algum programa social como Bolsa Família, Armazém da Família ou ser assistido por algum serviço Fundação de Ação Social (FAS), além de preencher um formulário com informações sobre o bicho que será castrado.
“Pela primeira vez será realizada em Curitiba a castração com unidade móvel pela Prefeitura. O atendimento pelo Castramóvel facilita a adesão da população, já que os proprietários de animais não precisarão se deslocar ao centro da cidade para a realização do procedimento”, avalia o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima.
Para o coordenador da Rede de Proteção Animal, Paulo Colnaghi, o serviço cumpre mais uma etapa do plano de governo da gestão atual. “Esta é uma antiga reivindicação da comunidade que é atendida pela administração municipal. A saúde animal está no plano de governo e estamos realizando todos os pontos apresentados".
Conforme previsto no edital de credenciamento, lançado em fevereiro deste ano, a Rede de Proteção Animal pretende realizar 7 mil castrações de cães e gatos até a o fim do mês de dezembro. O castramóvel passará pelas dez regionais de Curitiba. Protetores(as) independentes cadastrados serão informados sobre os procedimentos na sequência.
O Castramóvel é equipado com três salas para procedimentos cirúrgicos, trabalhará com seis veterinários e será acompanhado de uma ambulância UTI para atendimento emergencial.
Inscrições para ação do Castramóvel
Local: Cras Caximba
Inscrição: dias 8 e 9 de junho, das 10 às 16h30. Dia 10 de junho, das 13h30 às 16h30
As cirurgias serão realizadas dias 21, 22 e 23 de junho

Fonte: RIC MAIS

04 janeiro 2016

POR QUE AS PESSOAS DISCRIMINAM ANIMAIS ESCUROS?



Justamente quando você acha que não tem mais espaço para novas formas de racismo no mundo, descobre que as pessoas podem ser racistas contra os cães. Enquanto os filhotes de pelo escuro permanecem definhando nos canis, seus companheiros de pelo claro são adotados. Esta tendência foi nomeada pelos trabalhadores dos abrigos de Síndrome do Cachorro Preto. “O efeito é bem real”, diz Mirah Horowitz, diretora executiva e fundadora do Lucky Dog Animal Rescue. “Recentemente tivemos uma ninhada de cinco cãezinhos muito lindos, muito fofinhos, dois amarelos e três pretos. Os amarelos saíram rapidamente, mas os pretos ficaram durante semanas”.
Cães pretos são submetidos à eutanásia com muito mais frequência e permanecem mais tempo nas agências de adoções do que os cães de cores claras. Em geral, é menos provável que encontrem um lar. Marika Bell, diretora de comportamento e realocação da Humane Society, de Washington, D.C., diz que a organização tem monitorado os animais que ficaram por mais tempo em seus abrigos desde março de 2003. Chegaram à conclusão de que três características podem colocar o animal em risco de se tornar uma “jóia oculta”: tamanho médio, idade entre 2 e 3 anos e um revestimento preto.

Que tipo de malévolo traço psicológico impediria alguém de adotar um cão baseando-se em sua cor?
Especialistas em bem-estar animal acham que a discriminação surge de diversos fatores. O conjunto dos mitos que cerca os cães pretos é sinistro. (Sinistro, de Harry Potter, é um “cão grande, preto, espectral, que assombra os adros das igrejas”, é um “mau agouro, o pior de todos, agouro de morte!”
Um estudo realizado em 2003, por psicólogos da Penn State (Universidade Estadual da Pensilvânia), revelou que as pessoas acham as imagens dos cães pretos mais atemorizantes do que as dos cães amarelos ou marrons. Os entrevistados classificaram os animais de pelo escuro como menos adotáveis, menos amigáveis e mais intimidadores. Embora a associação entre o mal e a cor negra seja mais explícita em relação aos gatos, os cães têm de enfrentar uma cultura pós Samuel Johnson e Winston Churchill que usa a metáfora do “grande cão negro” para simbolizar a depressão.
É mais difícil introduzir o brilho necessário nas fotos de cães negros.
Entretanto, não se trata apenas de superstição. Com a ascenção dos sites de adoção de animais baseados em imagens, como a Petfinder e Petango, muito do processo de adoção acontece antes mesmo da primeira visita ao abrigo. Infelizmente parece ser mais difícil conseguir fotos glamurosas de animais pretos, como explica Fred Levy: “As faces deles parecem menos expressivas e seus olhos ficam apagados”. Levy é o fotógrafo responsável pelo Projeto Cachorro Preto, que tenta dar aos caninos de cor escura o tratamento de estrelas que merecem (fotografias com problemas de iluminação também podem acionar um racismo sutil).

Devido à maneira pela qual a câmera estabelece uma média baseada nos níveis de exposição sobre a cena inteira, diz Levy, “em geral, tudo que você consegue enxergar é uma silhueta preta e uma língua grande”. Ele soluciona o problema colocando seus modelos contra um fundo negro. E Horowitz descobriu que os vídeos funcionam melhor do que as fotografias para capturar a personalidade adorável dos cães. Mas no caso de programas de adoção que não dispõem de equipamento de vídeo ou acesso a fotógrafos profissionais, as fotos de animais pretos têm menos capacidade de convencimento do que as de cãezinhos de pelo claro.
O drama do cachorro preto não fica mais fácil durante a visita ao abrigo. Enquanto os cachorrinhos brancos e amarelos atraem os olhares das pessoas, diz Horowitz, os de pelo escuro são ocultos pelas sombras das jaulas (por isso algumas organizações de resgate treinam os cachorros pretos para sentarem-se na frente dos canis nos horários de visita).
Segundo Bell, embora o preto não seja exatamente a cor mais comum entre os caninos, pode parecer que sim, o que faria com que os tutores em potencial que chegam aos abrigos em busca de algo diferente acabem deixando de adotar um cão preto.

Bell tem a sua própria teoria sobre os cachorros pretos: “Acho que tudo tem a ver com expressões faciais”, ela me explica. “As pessoas se conectam com os cães quando conseguem ler suas expressões faciais. Mas isso é complicado nos cachorros pretos. Você mal consegue ver suas sobrancelhas. Fica mais difícil humanizá-los e criar uma conexão em nível emocional”.
Por Katy Waldman (Tradução: Neuza Vollet/ ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

E pra ilustrar, minhas pretas lindas adotadas adultas da rua que amo demais!

09 julho 2015

NOTÍCIA: ANIMAIS VIVOS SÃO VENDIDOS COMO CHAVEIROS NA CHINA

É isso mesmo gente.
Animais estão sendo vendidos como chaveiros na China por vendedores ambulantes nas ruas.
Os animais são colocado dentro de bolhas plásticas contendo um pouco de água e algumas miçangas, e o animal.

Assista ao vídeo que fiz sobre isso e saiba como ajudar!



Link para a petição:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Petition_contre_les_amulettes_danimaux_vivants_en_Chine/?pv=519

15 junho 2015

CACHORRO NO SHOPPING? SIM!

Shopping em Blumenau lança projeto que permite cães no local

Donos que levarem os bichinhos na primeira semana receberão um 'kit dog'.
Estabelecimento inicia o programa 'Park Pet' no dia 19 de junho.

A partir da próxima semana, os moradores de Blumenau vão poder levar seus cães para conhecer e frequentar um shopping center da cidade do Vale do Itajaí. 

O Shopping Park Europeu lança na sexta-feira (19) o programa 'Park Pet', onde os clientes poderão levar seus amigos caninos para passear no local.

As lojas que permitirão a entrada dos animais terão um adesivo indicativo, chamado ‘Pet Friendly’. Os animais de pequeno e médio porte deverão estar sempre de coleira. Os de grande, ou acima de 20 quilos, além da coleira, terão de usar focinheira.
As restrições serão na praça de alimentação e cinema, exceto cães-guia. 

Os cachorros de pequeno porte poderão circular pelas escadas rolantes apenas no colo, os de médio e grande porte têm a circulação permitida apenas nos elevadores de serviço.
Nas duas primeiras semanas, quem levar o cão para passear no shopping receberá um ‘kit dog’. O brinde estará disponível no Espaço Cliente do estabelecimento.
Fonte: G1

02 maio 2015

CRIAÇÃO DE HOSPITAIS VETERINÁRIOS PÚBLICOS! PRIMEIROS PASSOS

A deputada estadual Janaina Riva (PSD) apresentou dois projetos de lei na sessão ordinária desta terça-feira (28.04) que tratam diretamente da garantia à saúde e direitos dos animais. O primeiro, institui o Hospital Veterinário Público Estadual no município de Cuiabá e Clínicas Veterinárias Públicas Estaduais nos municípios com população acima de 35 mil habitantes, com a finalidade de garantir atendimento veterinário e demais procedimentos para cães e gatos de famílias de baixa renda. O segundo projeto prevê a inserção da disciplina “Noções de Respeito e Proteção aos Animais” nas escolas da rede pública de ensino do Estado de Mato Grosso.
Sala de espera no Hosp. Vet. Público Tatuapé

Com relação ao Hospital, consta do texto do projeto de lei que o Poder Público, para alcançar os fins previstos na presente Lei, poderá celebrar convênios com as instituições ou empresas públicas e privadas. O texto prevê ainda que as despesas decorrentes da execução desta Lei, correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.
“Quando comecei a trabalhar nesta lei estava preparada para ser amplamente criticada já que muitas pessoas falam que se não há saúde para gente, como pleitear algo neste sentido para os animais? Eu afirmo que uma coisa está diretamente ligada a outra. A saúde humana está relacionada à saúde animal. Existem mais de 600 patógenos que afetam as pessoas e que podem ser transmitidos pelos animais. O aumento da população de animais domésticos nas residências amplia o risco de contração das zoonoses, doenças transmissíveis dos animais aos homens e vice-versa. Doenças como sarna sarcópia, micoses e verminoses são as mais comuns, atingindo principalmente as crianças. Além destas, infecções bacterianas diversas, viroses como raiva e hematozoários acometem humanos de qualquer idade. Temos que seguir os bons exemplos de diversos estados onde isso já funciona sem que uma coisa interfira no bom funcionamento da outra”, afirmou.
Hospital Veterinário Público Tatuapé
Sobre o projeto de lei que trata da inserção da disciplina “Noções de Respeito e Proteção aos Animais” nas escolas da rede pública, Janaina afirma que terá o objetivo de despertar e promover, desde a infância e a adolescência, a reflexão sistemática sobre o tema do respeito e da proteção que devem ser dispensados continuamente aos animais, como decorrência do direito à vida, do direito ambiental e também da alta consideração que deve ser considerada a todos os seres vivos.

Fonte: ANDA
OBS: Vale lembrar que em São Paulo já existe um Hospital Veterinário Público no bairro do Tatuapé que vive lotado, provando assim que a população de baixa renda quer, sim, cuidar de seus PETS, e um Hospital Veterinário Público torna isso possível.
Cirurgia no Hosp. Vet. Público Tatuapé

10 janeiro 2014

TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS

“Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, um corpo peludo,
nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.
Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas).
E se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se. 
Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!”

O que é a Terapia Assistida por Animais?

A Terapia assistida por animais ocorre quando se utiliza do bem-estar proporcionado pelos animais para melhorar a condição psicológica e até mesmo física.
É um método interventivo e terapêutico que visa melhoria nos aspectos emocionais, sociais, físicos, cognitivos, motivacionais. Conta sempre com uma equipe multidisciplinar que realiza a terapia com um objetivo específico para cada pessoa ou pequenos grupos, com periodicidade pré-estabelecida utilizando o animal como mediador.

Vários hospitais já permitem a entrada dos "Animais terapeutas" em suas instalações, alguns inclusive permitem que os animais dos pacientes os visitem regularmente para matar a saudade de ambos.

O Hospital Albert Einstein em São Paulo é um dos que aderiram a esta terapia, como foi divulgado no site ANDA:
A entrada de bichos no Einstein – gatos e passarinhos também são aceitos – faz parte também do cumprimento de regras de uma certificação internacional de humanização que o hospital conseguiu no ano passado. 
O Einstein é o 35º hospital do mundo e o primeiro da América Latina a conseguir o selo concedido pela organização americana Planetree. 
“Poder receber seus bichos aqui era um desejo frequente dos pacientes. Eles fazem bem e, sem dúvida, interferem na cura”, afirma Rita Grotto, gerente de atendimento do hospital.

 Sem dúvidas que algumas medidas de sanidade precisam ser cupridas altes da permissão. O anima, por exemplo, precisa ser avaliado por um veterinário que garanta que não tenha nenhum problema de saúde.

Desde quando isto existe?
Parece novidade toda esta história, não é mesmo?
Mas a verdade é que a Terapia Assistida por Animais ja existe há muitos anos!

O fotógrafo da revista LIFE, Francis Miller, fez estas fotos em 1956 no University Hospital, em Ann Arbor, Michigan (EUA), para mostrar a prática da terapia animal, que já era usada com sucesso há mais de 30 anos para amenizar a dor das crianças internadas e a ansiedade.
Vejam que coisa mais fofa!



















E então? O que acharam?

Feliz 2014 a todos e compartilhem!

21 novembro 2012

ESTAÇÕES DE ALIMENTAÇÃO PARA CÃES DE RUA


Matéria publicada no site ANDA (Agência de Notícias de Direitos dos Animais)
Por Lauro Fujihara (em colaboração para a ANDA)
Em Istambul muitos gatos e cães vivem pelas ruas, vitimas do abandono. 
Recentemente instalações como estas passaram a ser encontradas em diferentes pontos da cidade, projetadas especificamente para fornecer alimentos e água frescos para que os animais que perambulam pelas ruas possam viver, ao menos, sem passar sede e fome.   
Como é possível ver nas fotos, esta ação é uma parceria do município de Sisli (Şişli Belediyesi) e de entidades turcas de direitos dos animais.  
A distribuição destas estações ocorreu em um evento no último dia 04 de outubro. Disponíveis 24 horas por dia, estas estações de alimentação são supervisionadas.   
Claro que existe um controle sanitário por trás, considerando roedores e outras pragas que poderiam causar problemas à saúde pública. E não é só isto:


Desde 2004, a lei de direitos animais na Turquia, determina que a “cidade” se responsabilize pela vacinação de animais que vivem nas ruas contra a raiva.  
Ainda são esterilizados/castrados e em seguida liberados novamente na comunidade onde estão sendo cuidados por moradores.
Ainda há animais de rua nesta cidade, porém vivendo com saúde.  
Uma vez que eles são esterilizados já não podem se reproduzir, assim seus números estão realmente diminuindo e à medida que a população envelhece começa a estabilizar, diminuindo o número de animais nas ruas.   
Também há campanhas de adoções e outras medidas.
Fonte: http://www.anda.jor.br
O que acharam? Será que isso daria certo no Brasil?

13 outubro 2012

PETA - Jogar para conscientizar

Olá pessoal!

A organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), que muitos de vocês já conhecem, é a maior organização a favor dos direitos dos animais e possui mais de 3 milhões de membros em todo o mundo.

Vale apena conhecer o trabalho deles, divulgar e apoiar suas iniciativas que são: 
  • Educação da população mundial a respeito dos direitos dos animais;
  • Investigação e denúncia de empresas têxteis que utilizam peles de animais;
  • Investigação e denúncia de fazendas e indústrias alimentícias que maltratam os animais;
  • Investigação e denúncia de laboratórios que utilizam animais em pesquisas;
  • Investigação e denúncia de locais de entretenimento que utilizam animais.

Eles também promovem resgate de animais, protestos e pressão política para mudanças de leis que estão em desacordo com o bem-estar animal.

Mas estou falando disso tudo para divulgar um joguinho que a PETA criou para conscientizar as crianças sobre estes problemas. No jogo, os Pokémons lutam por liberdade e enfrentam seus "donos" e os educam a respeito das condições em que vivem.

Deixarei o jogo no final da página do blog, assim fica disponível caso alguém queira jogar.
O jogo é muito bem feitinho, as mensagens são muito boas, mas ele é todo em inglês.

A única coisa que eu alerto a vocês é quando você ganha o primeiro baú, dentro dele vem um vídeo com imagens bem fortes sobre os maus tratos que sofrem os animais. Não tem nada extremamente forte, mas as pessoas mais sensíveis e as crianças devem evitar assistir, apesar de nos dar uma excelente idéia do que acontece diariamente com os animais em todo o mundo, e o que a PETA vem lutando contra todos estes anos.

É isso pessoal, espero que gostem do joguinho, visitem a página do PETA (www.peta.org) e divulguem!

22 julho 2012

CIÊNCIA ANIMAL - OS ANIMAIS TÊM, SIM, CONSCIÊNCIA!!!


"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas

Marco Túlio Pires, de VEJA


Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas


O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente.

Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Veja.com - Quais animais têm consciência?
P. L. -Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

Veja.com - É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?
P. L. - Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Veja.com - Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?
P. L. - Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Veja.com - Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Philip Low - Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Veja.com - Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?
 P. L. - Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Veja.com - Qual é a ambição do manifesto?
P. L. - Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

Veja.com - As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento?
P. L.  - Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

Veja.com - O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?
P. L. - Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Fonte: site Exame.com